A Oeste... Tudo Mal

Vivemos num país pequeno, mas há espaço para todo o tipo de imbecis. E, na minha opinião não há imbecis, piores, que os do Oeste. Não digo, só, os do Oeste do nosso país, mas dos oestes todos, e tudo esta a oeste de alguma coisa. Era assim com os cowboys americanos, com as nossas conquistas por mar (aparecíamos sempre por oeste, logo, éramos imbecis, pelo menos era o que nos chamavam).

Como habitante, forasteiro, do Oeste de Portugal, apanho com a imbecilidade desta gente todos os dias. Estes gajos, levaram forte e feio, com as invasões francesas e não aprenderam. Mesmo que os estejamos a ajudar, estes "oesteiros", estão sempre de má fé. Acham sempre que podem enganar os outros.

No entanto, há sítios neutros. Senão, onde é que eu me incluía? A oeste da minha porta de casa, ninguém é imbecil.

Façam o favor de entrar, sinto-me sozinho.

Geografia Mundial

Faz parte dos sonhos e vontades, de quase toda a gente, viajar muito. Ficar a conhecer novos povos e culturas é muito interessante. Mas porquê? E Porque é que há gente que insiste em viajar?

Fui, recentemente, presenteado com uma, magnífica, explicação de geografia mundial. Aqui, a Cornélia Cinnila*, afirmou, com toda a certeza, que do outro lado de Nova Iorque, atravessando o rio Hudson, era a cidade canadiana de Toronto. Isto porquê? Porque já foi a Nova Iorque e viu!

Estou desconfiado, que se apanharmos o metro na Quinta Avenida e sairmos depois do Bronx, mal subamos à superfície estaremos na Ópera de Sydney.

Porque é que há gente que faz grandes viagens se vem de lá pior do que quando foi. Só tenho uma explicação. Tomando como certo, que a dita senhora foi mesmo a Nova Iorque, tenho quase a certeza que não saíram do quarto do hotel. Estou mesmo a ver, estes dois deuses romanos enfiados no quarto. É fácil imaginar tal coisa, os dois transpiram amor e romantismo, o balbuciar do senhor e os, carinhosos, nomes da senhora... Ui, deve ser escaldante.

*Cornélia Cinnila era mulher de Júlio César, que andou por estas bandas e parece ter deixado um palácio para estes senhores viverem o seu romance. Falo, claro de Diamantina e Hipólito.

Official water turn off guy


Fui promovido!
A minha vizinha, promoveu-me a amigo por ser o "water turn off guy" dela. Depois de uma hilariante conversa, em que eu fazia de tradutor, entre a minha vizinha canadiana e a construtora civil cá da zona, de nome, Diamantina Branca Marneca Hipólito, fui contemplado com um "obrigado" por ter fechado a água à senhora, tantas vezes.
Daqui em diante, vou ser interprete entre estas senhoras.
Feliz, que eu estou.

Comporta-te pá!

É sexta feira e começa a chegar gente para passar o fim de semana. Gente, que vem de muitos lados, mas principalmente de Lisboa, gente, que durante uma semana inteira está habituada a ouvir "pontapés no Português", como "prontos" e coisas parecidas. Nada de extremamente grave, já que dois terços dos portugueses, o dizem.
Mas, aqui na "terrinha", não há nada disso... Há, sim, um novo dialecto. Qual Mirandês qual carapuça.
Este dialecto, ao qual, pioneiramente, irei chamar de "Carvalhês da Lagoa", tem propriedades nunca antes conhecidas. Este dialecto, tem a capacidade de se instalar nas pessoas que por cá passam mais de duas horas e que convivam, com, pelo menos um nativo. O "Carvalhês da Lagoa" tem como característica base, dizer pelo menos, dois terços de asneiras, sendo, que tem de ter uma, no início da frase (se houver) e outra no fim. Fica por explicar, a invenção, de palavras e expressões, de minuto a minuto e das quais, estranhamente, toda a gente sabe o significado mesmo, nunca as tendo ouvido antes.
Eu exemplificava, mas é sexta feira, os meus pais estão a chegar e eu tenho de comutar a minha linguagem para o Português comum.
Vou-me dedicar a este árduo exercício.

LIDL

Fui esta manhã ao centro de dia de eleição de muitos pensionistas, ao LIDL, portanto.
Antes das dez da manhã, já eu accionava a porta automática do dito estabelecimento, lá dentro, a média de idade não era inferior a 73 anos. Corri, em busca do que ia à procura, com receio que esgotasse. Pela minha frente tinha, no corredor, uma fervorosa corrida de andarilhos, fiz uma arriscada ultrapassagem pela direita, o que me valeu, uma desclassificação e um olhar aniquilador por parte do juiz de prova, que se encontrava no fim do corredor, auxiliado por duas canadianas (não duas mulheres loiras, mas sim duas muletas, uma em cada mão), pedi imediatamente desculpa e licença para passar, de nada me valeu.
Fiquei retido, junto das hortaliças até que os velhotes de andarilho me voltassem a passar. Depois, já ia eu atrás dos senhores, criaram-me tantos problemas à ultrapassagem, que acabaram por chegar primeiro que eu ao final da corrida/corredor.
Contentei-me com o terceiro lugar do pódio, já que a senhora de cadeira de rodas, que carregava um par de meias, ficou encalhada na palete do arroz.
Parabéns aos vencedores.

Informação aos mais curiosos

Como já deu para entender, adquiri recentemente um barco, para que todos estejam informados e não começem a correr boatos, passo a dar algumas informações.

Pode parecer incompatível a compra de um barco, por um gajo que não tem um emprego fixo e vive isolado junto ao mar.
- É droga! O gajo trafica droga! - Podem pensar alguns de vós.
Não, eu não trafico droga. Mas não posso negar o tráfico de velas e enfeites para bolos de aniversário. Reparem. Venha qual for a crise, as pessoas não deixam de fazer anos, pode não ser um enriquecimento muito rápido, mas pelo menos é garantido. Já tenho um vasto stock de rosas e malmequeres de massa pão. O próximo carregamento, são jogadores de futebol de açúcar e chapelinhos tipo cocktail.

Souvenir from Berlin II


Depois de ter comido, na gelada cidade de Berlim, duas toneladas e meia de salsichas e batatas fritas, com maionese "low fat", esperei, até agora, pelos vinte e cinco A.V.C. prometidos nas embalagens. Até agora nada. Ganhei foi uma, valente, tosse típica de um cirroso.
Ando agora a curar a tosse com umas voltas no meu iate. E resulta. O sol e a maresia, para além de uma pele crocante e cabelos loiros, cura-me a tosse.
Recomendo.

Souvenir from Berlin


Por causa das enormes diferenças de temperatura, vim de Berlim com uma grande constipação.
Ainda tentei actualizar o Blogue, numa das várias paragens de autocarro com Internet gratuita. Impossível. Tudo muito bonito, mas nada funcionava bem, nem os computadores do fórum automóvel.
Para quem se queixa que estas coisas só acontecem em Portugal, está enganado, somos cada vez mais iguais aos outros países, só não falamos a mesma língua.

Continua a ser mais fiável, levar o meu computador para as ruas de Óbidos e usar a Internet gratuita.

Profissão + Código = Preconceito

Áh e tal... o preconceito é coisa feia. Não é nada!
Sem preconceito não nos entendíamos. Hoje, tentei descrever uma pessoa, a outra pessoa, mas sem usar preconceitos... impossível. Por exemplo, vou descrever a senhora da capitania. Senhora, de meia idade com um penteado esquisito. Claro, estão na mesma, com esta descrição pode ser a minha vizinha ou até a Primeira Dama.
Mas se agora disser, senhora, meia idade estilo empregada doméstica, já toda a gente entende, que é uma senhora, que veste saia, camisa de nylon com um lindo floreado chinês, tem uma permanente à caniche, pontapeia a língua portuguesa, como se se quisesse livrar de um rato que lhe entrou em casa e tem a mania que é mais esperta que os patrões. Não me venham com tretas, os preconceitos ajudam à comunicação, pelo menos aos preguiçosos, que não gostam de falar muito.
No entanto, a tal senhora, também tinha um bocado de professora de Moscavide, entre outras falava muito alto e respondia-me com outras perguntas, do estilo - "O que é que acha?"

Orgulhosamente preconceituoso, pelo menos todos me entendem.

O meu dia dava um filme

O meu dia começou bem. Depois de ter assistido a uma p#ta a pedir financiamento para a sua actividade, voltei para casa e a seguir fui jogar golfe para a praia com uns amigos, onde ouvi uma fisioterapeuta, amiga do amigo, dizer que se ganhava mal na área e que a sua actividade principal não era essa e à pergunta de outro amigo, - "então, fazes os descontos como quê?" - respondeu - "serviços...".
Parece que está na moda.
Já depois do jantar, estávamos em vias de criar uma milícia para apanhar um gajo que andava aqui a roubar casas, panelas, mais concretamente.
Continuo, a achar que era um assistente da Filipa Vá Com Deus, a fazer uma recolha de trens de cozinha, versão "Sem Asas em Baquelite", para uns anúncios televisivos.
Fiz notar, esta versão, ao astuto e barrigudo Guarda Nacional Republicano que se deslocou ao local.

Depois, disto tudo, fui para casa, enquanto abro a porta, ouço um tiro.
- Alto lá, apanharam o gajo. - Pensei eu.
Passado uns minutos, começo novamente a ouvir tiros. Chamei um amigo. Está confirmado, são mesmo tiros! Entretanto não se ouviram mais, ele vai embora. Já me estou a deitar, ouço mais tiros. Cada vez mais perto. Já com uma nódoa nas cuecas, ouço mais tiros, mais perto e gritos.
Chamo a GNR.
- Posto de Óbidos, boa noite.
- Espero, não estar a fazer figura de parvo, mas estou a ouvir tiros!
- Tiros!?!?!?!?
- Não me parecem foguetes!
Ouvem-se mais tiros e ouço do outro lado do telefone.
- ÁH! C@RALHO! ESTOU A OUVIR! ESTOU A OUVIR! VOU JÁ ENVIAR A PATRULHA! NÃO SAIA DE CASA!
Continuam os tiros e agora já ouço uma sirene.
Meia hora mais tarde, telefonam-me da GNR, a explicar a situação.
- Senhor? Já sabemos o que é. É o Comando do Exército das Caldas, que anda em exercícios aí. Pode estar descansado.

Que filme...

Vou lavar as cuecas! Até logo.