À Pátria

Hoje, a Vigorosa Embarcação, foi-me requisitada pela nossa pátria na pessoa de um oficial do exército altamente graduado e mais novo que eu. A explicação foi, que, como o iate é verde dava-lhes muito jeito.
Noutros tempos, tinha soltado um palavrão e mandava-os usarem os barcos deles, até porque acho que só quando há guerras é que isto anda para a frente. É em tempo de guerra que se inventam carros, barcos, aviões e tantas outras coisas tão úteis como o protector solar.
Mas, como agora os tempos são de crise até lhes dei autorização para a usarem nas suas batalhas de brincadeira, não fossem eles ficar tristes por não puderem fazer uma épica encenação do desembarque na Normandia.
Há uns tempos, era muito crítico para com os militares. Caramba... Cambada de parasitas, sempre a brincar às guerras e a alimentarem ainda mais as estatísticas do analfabetismo. Mas depois lembrei-me do ciganos... Tudo bem, os militares até nem são maus.
Hoje em dia, a situação é outra. Se não fosse o exército a dar emprego isto ainda estava pior, é que parece que eles agora até põem o pessoal a saber ler.
Tive mesmo de lhes dar a oportunidade de puderem usar a bateira mais rápida do Oeste para as suas brincadeiras. Assim sempre vão gastando dinheiro em balas de brincar e isso ajuda a economia, visto que o resto da pátria não gasta um tostão.

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